terça-feira, 14 de abril de 2009

ABRIL...Mil águas de amargura

O céu jorra toda a sua mágoa, como eu, outrora, também o fiz.
Todos os sentimentos de puro desespero são agora meras recordações, que embora estejam circunscritas por robustas grades de metal, nunca ficarão aprisionadas no esquecimento do meu ser. De tempos a tempos virão atormentar a minha acalmia e deturparão aquele meu toque naïf do qual eu tanto gosto.
Apesar de não conseguir, adoraria poder esquecer este cenário melodramático, aquele em que, no fundo, sempre se desenrolou a acção da peça teatral que é a minha vida. Mas talvez, ante a realidade presente e futura, não deseje esquecer...apenas anseio crescer e retirar o melhor do pior que o destino me deu.
Chega de lamentos e de falsas esperanças, só me resta erguer o punho e lutar com todas as forças que, surpreendentemente, ainda me restam, para que um dia, mesmo que seja daqui por muito tempo, tudo isto não passe de uma vil miragem, sem qualquer significado, sem qualquer relevância.

Andreia

2 comentários:

Patricia C. disse...

querida andreia,
por mais que tentemos, esse desespero e sentimento de incapacidade atinge quase sempre a maioria (senão todos) os seres humanos.A diferença está em saber ultrapassar esses momentos e dar a volta da melhor maneira. A força está sempre cá dentro, mesmo quando achamos que a fonte se esgotou.E eu acho que ainda tens muita força aí dentro, e que as "pedras" que te aparecerem no caminho serão sempre ultrapassadas pela capacidade de luta e de trabalho que tu demonstras!

beijinhos*
PatriciaC.

*Melancia* disse...

Tenho ver se tenho força para assimilar estas ideias deste teu bonito texto Andreia :)
Beijinhos,
Rita