
Ontem, como é sabido, foi dia de S. Valentim ou, simplesmente, o dia dos namorados.
Esta, à semelhança de outras datas como o dia do pai, da mãe, da mulher ou da criança, a meu ver, não faz grande sentido.
Todos os dias são propícios para a manifestação de gestos de carinho e de compaixão para com aqueles que mais amamos, sejam eles companheiros, pais ou amigos.
A comemoração destas datas tem apenas um propósito, o consumismo.
Se repararmos, quando estamos próximos destes dias surgem campanhas publicitárias que anunciam pacotes de chamadas a custos reduzidos, promoções de artigos e facilidades extremamente cativantes. Acabamos por ser persuadidos e por adquirir bens que oferecemos sem saber ao certo porque o fazemos.
Naturalmente que nutrimos sentimentos pela pessoa que presenteamos...contudo limitamo-nos a comprar algo porque todos o fazem, apenas para não destoar e para não fugir à regra. Oferecemos algo porque, de certa forma, somos forçados a fazê-lo.
A meu ver, estes dias, que foram instituídos pela sociedade, tornam tudo tão mais artificial e frio pois as pessoas deixam de ser autênticas e espontâneas. A magia dos momentos acaba por se dissipar, dando lugar a rotinas e a situações previsíveis.
Tudo isto não passa de uma tremenda hipocrisia, pois todos os dias são ideais para tornar os nossos entes queridos mais felizes, através da oferenda de presentes ou simplesmente proferindo palavras sentidas e sinceras.
Andreia

