Boa noite! Hoje, um pouco mais descontraída, apesar da agenda, das horas e das responsabilidades continuarem a perseguir-me, decidi introduzir uma das minhas sugestões...
Depois de uma tarde subaproveitada (muitas leituras e poucas conclusões) chego a casa e na televisão fala-se de pobreza, uma "pobreza envergonhada", uma pobreza que prolifera no nosso país, tanto que já o próprio Presidente da República denuncia a sua existência.
A que é que se deve isto? Pode-se afirmar que é fruto desta negra crise conjuntural (não será mais correcto dizer "estrutural"?). Eventualmente, haveria fundamentos para responsabilizar as mais diversas entidades... O Governo, não este em particular, mas toda a classe política que tanto ilude os portugueses com a sua demagogia e os desaponta com os seus erros e que, ao fim ao cabo, poucas soluções cria , as grandes multinacionais que tornam a vida dos trabalhadores precária, incerta...
Apesar de tudo isto, hoje deixo o tema em aberto noutra perspectiva, num plano interior...
Não será muitas vezes o estilo de vida com tendências megalómanas que as pessoas adoptam que conduz a este tipo de constrangimentos? Note-se que não me refiro à pobreza experenciada pelos idosos que recebem miseráveis pensões, nem àqueles que recebem salários que não asseguram uma existência digna! Falo de um grupo que vive acima das suas possibilidades, gastando aquilo que não tem, endividando-se para satisfazer os seus ímpetos consumistas...
Uma perspectiva diferente para reflectir.
Liliana

2 comentários:
"Não será muitas vezes o estilo de vida com tendências megalómanas que as pessoas adoptam que conduz a este tipo de constrangimentos?"
Não duvido que seja responsável por constrangimentos, mas defendo a ideia de que se algo nos incomoda ao ponto de nos sentirmos envergonhados e nem sequer admitirmos a sua verdadeira causa é porque nos sentimos incapazes e inúteis perante essa situação.
Também hoje me deparei com casos de pobreza extrema na televisão, mas não me constrangiram, entristeceram-me. Entristeceram-me porque vivo num país onde as greves são tão frequentes que já se tornaram em acontecimentos banais, num país onde o Governo, que deveria garantir conforto à sociedade, levanta cada vez mais conflitos, internos e externos, num país onde se preza cada vez mais a unidade em vez do todo.
Num país assim não é natural que surjam desses casos? Os casos que referiste amiga, dos que gastam o que não têm para manter um nível de vida que pensam que existe.
Portugal tem as reformas mais baixas da Europa, Portugal tem o ordenado mínimo mais baixo da Europa, Portugal tem das taxas de desemprego e insucesso escolar mais altas!...Portugal tem afluência de turistas no Algarve, Turista diz "Portugal é lindo, e um destino de sonho", Portugal é uma maravilha!...Se mesmo aos olhos de estrangeiros Portugal mantém uma imagem superficial e, digo mesmo, falsa, como podemos esperar que os próprios portugueses não façam o mesmo?
"Uma pobreza envergonhada", talvez, e com toda a certeza afirmo, Portugal é pobre, e não só em capital.
Livem acima das suas possibilidades porque há a idealização. Mais pormenor menos pormenor a vida ideal de uma pessoa é essencialmente: não ter necessidades. Mas como humanos que somos temos a característica de querer ter sempre mais e isso aplica-se. Muitos dos "novos adultos" não se controlam e acabam por gastar o que têm e o que não têm. É preciso deixar de sonhar e trabalhar. Por muita razão que os senhores das greves possam ter não é deixar de trabalhar que vai resolver, não se recebe nada de mão beijada (expressão conhecida através dos meus queridos pais lol). Esta é a minha opinião. Cada um tem o direito de lutar pelos seus direitos mas não devem abusar, coisa que se tem feito no país e que, a continuar assim, não irá parar. Beijos e Abraços.
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